O que é ter um delivery próprio
Ter um delivery próprio é ter uma loja online para delivery que é só sua: o cliente abre o link, vê o cardápio, escolhe, paga e acompanha o pedido sem passar por outro aplicativo. O pedido cai direto para você, e quem compra fala com a sua cozinha.
Três coisas mudam:
- O cliente fica com você. Nome, telefone, endereço e o que ele costuma pedir ficam na sua lista, e a próxima conversa é entre vocês.
- O preço é seu. O valor de cada produto e de cada entrega é o que você define.
- As regras são suas: horário, até onde entrega, pedido mínimo, se aceita retirada e como recebe.
E não precisa de estrutura grande para começar. Dá para abrir com você mesmo entregando no bairro e o cardápio num link, e crescer a partir daí.
Aplicativo de entrega ou link próprio
Os aplicativos de entrega têm o seu lugar: muita gente procura comida neles, e eles podem trazer gente que ainda não conhece você. Mas cada um cobra as suas próprias taxas, segue as suas próprias regras, e o cliente que chega por lá é, antes de tudo, cliente do aplicativo.
Para quem já tem freguesia no bairro, no WhatsApp e no Instagram, o link próprio é o caminho natural: quem já conhece a sua comida pede direto. Dá para usar os dois e, aos poucos, trazer para o link o cliente que já voltou algumas vezes. Para vender sem aplicativo de delivery, você precisa principalmente de um bom cardápio, de regras de entrega claras e de um motivo para o cliente mudar de hábito.
Para comparar o que sai do seu bolso num caso e no outro, faça a conta com as suas vendas na calculadora da página inicial.
O que montar antes de divulgar
Criar um delivery próprio começa antes da divulgação. Deixe pronto o que o cliente vai procurar:
- Cardápio: fotos, preços e as escolhas de cada produto. O guia como montar um cardápio digital mostra o passo a passo.
- Horários: os de cada dia da semana, e o que muda nos feriados.
- Pagamento: Pix, cartão, dinheiro, e se o entregador leva troco.
- Retirada: se o cliente pode buscar, onde e como.
- Entrega: os lugares onde você entrega, com taxa e tempo.
Depois, faça um pedido de teste como se fosse cliente, do seu celular, do começo ao fim. É o jeito mais rápido de achar a foto que faltou, a taxa errada ou o horário trocado.
Áreas de entrega, taxas e pedido mínimo
Até onde entregar é a decisão que mais pesa num delivery próprio. Longe demais, a comida chega fria e o resto da fila atrasa. Perto demais, você perde venda que caberia na sua rota.
Há dois jeitos comuns de cobrar a entrega:
- Por bairro: uma lista dos bairros atendidos, cada um com a sua taxa e o seu tempo. Fácil de explicar e de conferir.
- Por distância: a taxa sobe com os quilômetros, com um valor mínimo e uma distância máxima. Mais justo quando os bairros são grandes ou espalhados.
Para chegar no valor, some o que cada entrega custa de verdade: combustível, o tempo de quem leva e o desgaste da moto ou do carro. A taxa pode não cobrir tudo, mas precisa ser uma escolha sua.
O pedido mínimo protege a cozinha do pedido que custa mais para entregar do que vale. Escolha um valor que faça a viagem compensar e deixe-o visível antes de o cliente encher a sacola. Se quiser deixar o frete por conta da loja de vez em quando, faça isso de propósito, num cupom.
Quem entrega, e quem retira
No começo, a entrega pode ficar com você ou com alguém da família, nos horários mais calmos e nos bairros mais perto. Quando o movimento cresce, o passo seguinte costuma ser um motoboy de confiança. Combine com ele antes da primeira saída:
- quanto recebe e quando: por entrega, por turno ou por dia;
- quem paga o combustível e o que acontece em dia de chuva;
- como recebe em dinheiro e como acerta o troco com você;
- o cuidado com a comida: bolsa térmica, caixa em pé, bebida separada.
E não esqueça a retirada. Para quem mora perto, buscar na sua porta é rápido, e para você é um pedido sem viagem. Diga onde retirar, como avisar que chegou e em que horário.
Como trazer os primeiros clientes para o link
O link não se divulga sozinho. Os primeiros pedidos vêm de quem já compra de você, então comece por eles:
- No WhatsApp: o link no perfil, no status e na resposta de quem pergunta o cardápio.
- No Instagram: o link na bio e um lembrete nos stories quando o cardápio muda.
- Na entrega: um QR code na sacola, na caixa ou num cartãozinho, para o próximo pedido vir pelo link.
- No balcão: se você tem ponto, o QR code na parede, à vista de quem espera.
Dê um motivo para o primeiro pedido pelo link, como um desconto ou o frete por conta da loja, só na primeira vez. E tenha paciência: o cliente leva alguns pedidos para trocar o hábito de mandar mensagem. Responder a pergunta com o link, com gentileza, ensina o caminho.
Acompanhar o que está funcionando
Delivery próprio dá trabalho no começo, então vale olhar os números uma vez por mês. Três perguntas bastam:
- Quanto vendi pelo link, semana a semana? Está crescendo?
- De quais bairros vêm os pedidos, e a taxa de cada um faz sentido?
- De onde pediram e eu não entrego? Se um lugar aparece sempre, talvez valha incluir.
Olhe também quem voltou. Quem pede pela segunda vez pelo link já aprendeu o caminho. Quem sumiu talvez só precise de uma conversa, no WhatsApp, do jeito que você já faz.
Para colocar no ar
- Cardápio com fotos, preços e escolhas.
- Horários de cada dia e dos feriados.
- Áreas de entrega com taxa e tempo, e o pedido mínimo.
- Quem entrega, quanto recebe e como acerta o troco.
- As formas de pagamento que você aceita.
- Um pedido de teste, do começo ao fim.
- O link no WhatsApp, na bio e num QR code na sacola, com um cupom para o primeiro pedido.
Veja como isso fica no dia a dia de cada cozinha: a loja online para marmitarias, hamburguerias, padarias e doceiras e confeitarias. E se quiser montar tudo de uma vez, a Venduá monta a loja com você em 8 perguntas, pelo celular.
