A venda do balcão vira um pedido como os outros
Na Bolos da Nena, a tarde de sábado tem três frentes ao mesmo tempo. Tem gente na fila para levar uma fatia de cenoura com brigadeiro, tem a Mesa 5 pedindo mais um café e tem o pedido de entrega do Luiz chegando pelo cardápio online. Até aqui, só a terceira frente passava pela Venduá. O balcão e o salão ficavam no caderno, na calculadora, ou num segundo sistema com outro cardápio, que alguém precisava manter igual ao primeiro.
O PDV acaba com essa segunda loja. Ele mora dentro do app da Venduá, com três telas: Vender, Mesas e Caixa. É o mesmo login, o mesmo cardápio, os mesmos produtos esgotados. Qualquer pessoa da equipe vende, cuida das comandas e do caixa. O que mexe no dinheiro de um jeito mais sério fica com quem é gerente: dar desconto, estornar um pagamento, cancelar uma comanda, criar as mesas e mudar a taxa de serviço.
Em Vender, você toca nos produtos (o que tem opções pede as opções antes, como no cardápio online), escolhe para levar ou comer aqui e toca em cobrar. No computador do balcão, dá para ir só no teclado: é digitar para buscar, Enter na busca põe o primeiro produto e Enter fora dela cobra.
O detalhe que muda o resto do dia: cada venda do balcão vira um pedido de verdade, com número na mesma sequência dos pedidos do cardápio online. Ela aparece em Pedidos, vai para a tela da cozinha, sai na impressora e entra nos relatórios. Ninguém precisa somar “o do balcão” com “o do site” no fim do dia, porque é tudo a mesma lista. E para o que sai na hora, como um café que já está pronto na garrafa, a opção entregar agora fecha a venda sem mandar nada para a cozinha.
O telefone também cabe aqui. Pedido por telefone para entrega é feito no balcão, com o endereço: a taxa sai das suas zonas de entrega, como no cardápio online, e o pedido pode sair para cobrar na entrega, com o troco que o entregador precisa levar. Quando ele volta, o dinheiro entra no caixa.
E o preço é sempre o da loja. A tela do balcão guarda só o que foi escolhido; quem calcula cada centavo é o servidor da Venduá, com os preços do seu cardápio. Se alguém mudou o preço de um produto entre a tela mostrar o total e você cobrar, a venda não passa com o valor velho: volta com o total novo para você conferir. O cliente que quer o carimbo do cartão fidelidade também ganha no balcão, é só digitar o telefone dele na venda.
Pix, dinheiro com troco e o cartão na sua maquininha
O PDV recebe em cinco formas: dinheiro, Pix, crédito, débito e vale-refeição. Cada uma do jeito que o balcão já trabalha.
- Dinheiro: você marca quanto o cliente entregou, com botões das notas que passam do valor, e o troco sai calculado pela loja. Quem está no caixa não faz conta de cabeça com a fila olhando.
- Pix: o QR da chave Pix da loja aparece na tela já com o valor da venda. O cliente aponta o celular e paga, e o dinheiro cai direto na sua conta. Confira no banco antes de confirmar, como você já faz hoje.
- Crédito, débito e vale-refeição: aqui vale dizer com todas as letras. A Venduá não se conecta à maquininha. Você passa o cartão na sua maquininha, como sempre, e registra no PDV a forma e o valor. A cobrança é da maquininha; o registro serve para o caixa bater no fim do dia.
Quando o cliente paga metade no Pix e metade em dinheiro, toque em dividir em formas. Cada forma que você escolhe já vem com o que falta, e você ajusta os valores. São até 10 formas por venda, e a venda só fecha quando elas somam exatamente o total. Experimente:
- 3× Fatia de cenoura com brigadeiro R$ 27,00
- 1× Café coado 300 ml R$ 6,50
- 1× Suco de laranja 400 ml R$ 10,00
Para levar R$ 43,50
Como vai pagar?
Toque nas formas na ordem em que o cliente paga e ajuste cada valor.
QR da chave da loja, com o valor
o troco sai calculado
Recebido
As formas somam R$ 43,50. Pronto para cobrar.
Troco R$ 26,50
Desconto também existe, com regra. Quem é gerente dá um valor fixo ou uma porcentagem, sempre com um motivo escrito, e o motivo fica registrado junto da venda. O desconto ou acréscimo por forma de pagamento que você configurou no cardápio online não vale no balcão: lá, desconto é decisão de quem é gerente, e fica anotado.
Cada mesa com a sua comanda
A tela Mesas mostra o salão inteiro de uma vez. Mesa livre aparece tracejada; mesa ocupada mostra o total da comanda, há quanto tempo está aberta e quantas rodadas já saíram. Um toque numa mesa livre abre a comanda. Quem é gerente cria as mesas de uma vez só, como Mesa 1 a Mesa 20, e a loja pode ter até 200. Para quem não tem mesa (a ficha do balcão, o cliente que pediu pelo nome), dá para abrir comanda sem mesa.
Cada vez que você adiciona itens, sai uma rodada para a cozinha e para a impressora, com o número da mesa no ticket. A mesa pede o bolo, depois o café, depois mais uma fatia: são três rodadas, cada uma no seu tempo, e a cozinha vê cada uma como um pedido. Uma mesa tem uma comanda aberta por vez, então ninguém lança o café da Mesa 5 numa comanda esquecida.
A taxa de serviço, os famosos 10% do garçom, é sua: de 0 a 20%, e entra nas comandas abertas dali em diante. Ela é calculada sobre o consumo, já com o desconto, e o cliente pode recusar. É só desligar na comanda dele. Na hora de pagar, cada um paga quando quiser: a comanda aceita pagamentos parciais. E quando a mesa pede para dividir, você escolhe em quantas partes, de 2 a 20. Como dinheiro não se parte em pedaços menores que um centavo, o centavo que sobra vai para as primeiras partes, e a soma bate sempre com o total.
Quando não falta mais nada, a comanda fecha sozinha: as rodadas ficam pagas e entregues, e a mesa volta a ficar livre no salão. Toque nas mesas abaixo, divida a conta da Mesa 5 e receba as partes até ela fechar:
Mesa 5
3 rodadas
- #31 R$ 31,00
- 2× Fatia de cenoura com brigadeiro
- 2× Café coado 300 ml
- #34 pelo QR pago online R$ 18,00
- 1× Fatia de fubá com goiabada
- 1× Suco de laranja 400 ml
- #36 R$ 28,00
- 2× Fatia de cenoura com brigadeiro
- 1× Suco de laranja 400 ml
- Consumo
- R$ 59,00
- Serviço (10%)
- +R$ 5,90
- Total
- R$ 64,90
- Pago
- −R$ 20,00
A rodada paga online fica fora dessa conta.
Toque numa parte para receber esse valor.
Se a mesa quer conferir antes de pagar, a conta sai na impressora: a conferência, com as rodadas, o serviço, o que já foi pago, o que falta e a divisão em partes, se você dividiu. Ela é marcada como “não é documento fiscal”, porque não é.
O cliente pede pelo QR da mesa
A outra metade do salão é o celular do cliente. Cada mesa tem o seu QR: em Mesas, toque em editar mesas e em imprimir todos, e sai uma folha com o QR de cada mesa, pronta para recortar. O cliente aponta a câmera, vê o seu cardápio e pede para aquela mesa. No fim, ele não preenche endereço nem telefone: só o primeiro nome. E escolhe se paga na hora, por Pix ou cartão pelo Mercado Pago, ou se deixa na comanda com pagar na mesa.
A decisão mais importante aqui foi a do aceite. Todo pedido pelo QR chega em Pedidos e só vai para a cozinha quando alguém da equipe aceita. Assim, quem tirou foto do QR e foi para casa não manda bolo para uma mesa vazia. E para a fila de aceite não virar bagunça, cada mesa pode ter no máximo cinco pedidos pelo QR esperando a equipe ao mesmo tempo. Tente passar disso:
-
O cliente aponta a câmera para o QR da mesa.
O cardápio da loja abre e avisa:
Você está na Mesa 5
. Nada para instalar.QR trocado pelo gerente, o antigo mostra
Esse QR code não vale mais
. -
No fim do pedido, só o primeiro nome.
No lugar da entrega aparece
Na Mesa 5
. Sem telefone, sem endereço, sem cadastro.Loja fechada ou em pausa, o pedido não passa:
A loja está fechada agora
. -
Ele escolhe como pagar.
Pix ou cartão na hora, pelo Mercado Pago, ou
Pagar na mesa
, que põe o pedido na comanda. -
A equipe aceita antes da cozinha ver.
O pedido toca em Pedidos, com a mesa, como um pedido do cardápio online. Até alguém aceitar, ele não vai para a cozinha nem entra na conta.
Esperando a equipe na Mesa 5 2 de 5
- #40 Bia
- #41 Leo
- vaga
- vaga
- vaga
1 pedido aceito já está na cozinha.
-
Aceito, vira mais uma rodada da comanda.
Sai na tela da cozinha e na impressora com a mesa. Na comanda, o que foi pago online aparece como
pago online
e fica fora do que falta receber. -
O cliente acompanha pelo celular até
Servido
.
O QR também tem dono. Se um QR sumiu, foi fotografado ou foi parar onde não devia, quem é gerente gera um novo para aquela mesa, e o antigo para de funcionar na hora. O horário da loja e a pausa valem para o QR como valem para o cardápio online; o pedido mínimo e as opções de entrega e retirada, não, porque o cliente está sentado ali. E se um dia você quiser só a equipe anotando, o interruptor pedidos pelo QR da mesa fica em Mesas, ligado desde o começo.
Uma coisa que o pedido pelo QR não faz: como o cliente não deixa telefone, ele não recebe as mensagens do pedido no WhatsApp e não ganha carimbo de fidelidade. O que foi pago online aparece na comanda como pago online, fora do que falta receber. A conta da mesa inteira continua sendo paga para a equipe, que recebe pelo caixa.
Fechar o caixa contando, não adivinhando
O dia no balcão começa abrindo o caixa com o troco que está na gaveta. Sem caixa aberto, o PDV não recebe pagamento nenhum, e a loja tem um caixa aberto por vez. Durante o dia, o dinheiro que sai da gaveta é uma sangria (um depósito no banco, um pagamento a fornecedor) e o que entra é um suprimento (mais troco), cada um com o motivo escrito. Até o pedido do cardápio online que é pago no balcão entra nesse caixa.
Para fechar, você conta cada forma: as notas e moedas da gaveta, o Pix que entrou no banco, o total de cada cartão no relatório da maquininha. A Venduá compara com o esperado. No dinheiro, o esperado é o troco inicial, mais o que entrou em dinheiro, mais os suprimentos, menos as sangrias; nas outras formas, é a soma do que foi recebido. O fechamento mostra a diferença de cada uma: conferido, faltou ou sobrou.
E tem o fechamento às cegas. Quem é atendente conta sem ver o esperado: digita o que tem em cada forma, e as diferenças aparecem no relatório do fechamento. Quem é gerente vê o esperado enquanto conta. É o jeito antigo dos bons caixas, de contar primeiro e comparar depois, agora feito pela tela. Troque de visão no exemplo:
Quem é gerente vê o esperado de cada forma enquanto conta. O fechamento guarda a diferença.
- Dinheiro faltou R$ 2,00
contado R$ 384,50 esperado R$ 386,50
Notas e moedas da gaveta, com o troco inicial.
- Pix conferido
contado R$ 612,00 esperado R$ 612,00
O que entrou no banco pelo Pix no balcão.
- Crédito faltou R$ 5,00
contado R$ 238,40 esperado R$ 243,40
O total de crédito no relatório da maquininha.
- Débito sobrou R$ 5,00
contado R$ 179,90 esperado R$ 174,90
O total de débito no relatório da maquininha.
- Vale-refeição conferido
contado R$ 96,00 esperado R$ 96,00
O total de vale-refeição na maquininha.
No total faltou R$ 2,00
O crédito faltou e o débito sobrou o mesmo valor: um cartão passado no débito e registrado como crédito. Os dois reais da gaveta ficam anotados no fechamento.
O relatório de cada caixa fechado fica guardado, com o que foi contado, as sangrias, os suprimentos, o troco dado e o serviço das comandas, e pode ser impresso. Com o tempo, a lista de caixas fechados mostra se a diferença é um acidente de sábado ou um hábito.
Como a gente fez
A regra que guiou tudo: o PDV não podia ser uma segunda loja escondida dentro da primeira. Por isso, cada venda do balcão e cada rodada de comanda é um pedido no mesmo caminho dos pedidos do cardápio online, com o número da mesma sequência. A cozinha, a impressão e os relatórios já sabiam lidar com pedidos; agora eles recebem esses também, sem nenhum caso especial. A rodada é um pedido, e não uma linha a mais num pedido aberto, porque pedido feito não muda: a cozinha, a impressora e o estoque contam com isso.
- O dinheiro é calculado num lugar só. A tela do balcão manda só o que foi escolhido. O servidor da Venduá calcula o preço com as mesmas regras do cardápio online, confere de novo na hora de cobrar e recusa um total que mudou. Desconto, taxa de serviço, troco e divisão da conta também são calculados lá, sempre em centavos inteiros.
- O QR não é o número da mesa. Ele leva uma assinatura que só vale para aquela mesa daquela loja. Por isso ninguém adivinha o QR da mesa ao lado trocando um número no endereço, e um QR novo derruba o antigo sem você renumerar nada. O endereço impresso não expira.
- O caixa tem o seu próprio livro. Cada pagamento, sangria e suprimento fica registrado com quem fez e quando. Um pagamento estornado pelo gerente sai do caixa e volta a faltar na comanda.
E o que ele não faz, para você planejar o seu balcão: o PDV não emite NFC-e, não se conecta à maquininha de cartão e não deixa o cliente pagar a conta da mesa inteira pelo celular. Se a sua loja emite nota fiscal no balcão, essa parte continua fora da Venduá.
Para começar, abra o PDV no app, crie as mesas do salão, abra o caixa com o troco da gaveta e faça a primeira venda. Se quiser o QR, imprima a folha de QR das mesas e deixe uma em cada mesa.
