Um código e as regras que você quiser
No caderninho, desconto é combinado de boca: “fala que viu no Instagram que eu faço por menos”. Funciona até a terceira pessoa pedir o mesmo desconto para um pedido de duas fatias, ou alguém usar o mesmo combinado toda semana. Aí o desconto deixa de chamar cliente e começa a comer o lucro.
Na Venduá, o desconto tem nome e regra. Em Marketing, a Nena toca em “novo cupom”, escreve o código que o cliente vai digitar e escolhe o tipo:
- Porcentagem, de 1% a 100%, sobre o valor dos itens.
- Valor fixo, como R$ 10,00 a menos no pedido.
- Cupom que zera a entrega: os itens ficam no preço de sempre e a taxa de entrega sai da conta.
O código tem de 3 a 32 caracteres, letras e números (hífen e sublinhado também valem), e a loja guarda em maiúsculas: quem digita “domingo” usa o DOMINGO. Depois vêm as regras, todas opcionais. Pedido mínimo, para o desconto não sair num pedido pequeno demais. Data para acabar, em “Vale até”, e o cupom para sozinho no fim daquele dia. Só no primeiro pedido, para que ele sirva de convite e não de desconto permanente. E uma vez por cliente, que já vem marcada, porque é o que quase todo mundo quer.
Com o cupom no ar, ainda dá para ajustar o que muda sem mudar a promessa: o nome que o cliente vê, a data para acabar e um limite de usos no total. Chegou no limite, ele para sozinho. Na lista, cada cupom mostra quantas vezes foi usado e quanto somaram os pedidos que vieram com ele. Gostou do resultado? “Duplicar” cria outro igual, só com o código novo. Apagou sem querer? O aviso tem “desfazer”.
Monte um cupom aqui embaixo e jogue na sacola de exemplo. Mude o pedido mínimo, tire uma fatia, troque quem está pedindo:
15%
de desconto nos itens
- mínimo R$ 50,00
- uma vez por cliente
- vale até domingo
DOMINGO
código
- Itens
- R$ 75,50
- Entrega
- R$ 8,00
- Cupom DOMINGO
- −R$ 11,32
- Total
- R$ 72,18
15% de R$ 75,50 dá R$ 11,325. A Venduá arredonda para baixo, no centavo: R$ 11,32.
As perguntas, na ordem em que a Venduá faz
-
Está ligado? passou
Ligado na lista de cupons.
-
Ainda está na validade? passou
Dentro do “Vale até”.
-
Ainda tem usos? passou
Sem limite de usos no total.
-
Chegou no pedido mínimo? passou
Os itens somam R$ 75,50, o mínimo é R$ 50,00.
-
É de um cliente só? não se aplica
Não: este vale para qualquer telefone. Só os prêmios do cartão fidelidade são pessoais.
-
Este telefone já usou? passou
Ainda não usou.
-
É o primeiro pedido? não se aplica
Nenhum pedido antes com esse telefone.
As mesmas perguntas, sempre na mesma ordem
Quando o cliente digita o código, a Venduá faz as perguntas que você viu na simulação, nesta ordem: o cupom está ligado, ainda está na validade, ainda tem usos, o pedido chegou no mínimo. A primeira que falhar encerra a conversa, e o cliente lê o motivo na hora, em português de gente: “Esse cupom expirou”, “Esse cupom esgotou”, “Cupom válido só no primeiro pedido”.
O pedido mínimo é tratado com mais carinho. Se faltar pouco, o cupom não é recusado: ele fica na sacola, sem desconto, e a loja avisa quanto falta. “Faltam R$ 4,50 para usar este cupom.” O cliente põe mais uma fatia e o desconto aparece sozinho. É a regra trabalhando a seu favor: o mínimo vira motivo para o pedido crescer, em vez de motivo para desistir.
As regras que dependem de quem está pedindo (uma vez por cliente, só no primeiro pedido) usam o telefone. Por isso elas são conferidas de novo na finalização, quando o cliente já informou o número dele. E não é só na hora de aplicar: o cupom é conferido outra vez a cada vez que a sacola muda e de novo antes de o pedido nascer. Se o cupom venceu enquanto o cliente escolhia a cobertura, a sacola mostra isso antes de ele pagar, e não depois.
A conta é da Venduá, até o centavo
Desconto parece conta de padaria, mas tem armadilha. Quanto é 15% de R$ 75,50? R$ 11,325. Ninguém paga meio centavo, então alguém precisa decidir para onde arredondar, e precisa decidir sempre do mesmo jeito. Na Venduá, a porcentagem arredonda para baixo, no centavo: R$ 11,32. Toda vez, em todo lugar.
E esse “todo lugar” é importante. A loja no navegador, o seu painel e o Duá, o vendedor com IA no WhatsApp da loja, nunca calculam o desconto por conta própria. Todos perguntam para o mesmo lugar, os servidores da Venduá, que contam o dinheiro em centavos inteiros. O total que o cliente vê na sacola é o total que vai no pedido, que é o total que aparece no seu relatório.
Algumas regras da conta que valem a pena saber:
- A porcentagem é sobre os itens. A taxa de entrega não entra na base do desconto.
- O valor fixo para no valor dos itens. Um cupom de R$ 10,00 num pedido de uma fatia de R$ 9,00 desconta R$ 9,00, e o pedido nunca fica negativo.
- O cupom que zera a entrega tira exatamente a taxa. Na retirada não há taxa, então ele passa, mas não desconta nada.
Qual dos três sai mais caro para a loja? Depende do tamanho da sacola. Arraste e veja: numa sacola pequena, R$ 10,00 fixos pesam mais que 10%. A partir de R$ 100,00 em itens, a porcentagem passa na frente, e continua crescendo enquanto o valor fixo fica parado.
Quanto cada cupom tira do pedido, conforme a sacola cresce
Com a entrega de R$ 8,00, o pedido dá R$ 120,00 sem cupom.
Não existe resposta certa, existe a que combina com o seu caixa. Porcentagem acompanha o pedido e premia quem compra muito. Valor fixo é fácil de anunciar (“R$ 10 no primeiro pedido”) e tem custo previsível. E o cupom que zera a entrega costuma ser o argumento que faltava para quem hesita entre pedir e ir buscar.
O cartão fidelidade se preenche sozinho
O cartãozinho de papel com carimbo tem dois problemas: o cliente esquece em casa, e o carimbo depende de alguém lembrar de carimbar na correria. No fim, quem é fiel de verdade fica sem o prêmio, e o cartão vira enfeite de carteira.
Na Venduá, o cartão fidelidade mora no telefone do cliente. A Nena liga o cartão em Marketing, escolhe quantos selos valem um prêmio (de 2 a 50; vem com 10) e qual é o prêmio: um valor, que começa em R$ 15,00, uma porcentagem, de 5% a 100%, ou a entrega zerada. Pronto. Daí em diante, cada pedido entregue vale um selo, sem ninguém carimbar nada.
O cliente vê o próprio cartão na loja, na página do pedido: “A cada 10 pedidos entregues”, o prêmio, e os selos cheios e vazios. A vitrine da loja também pode anunciar o cartão, para quem ainda nem pediu saber que vale a pena voltar. E você vê o cartão de cada cliente na página dele, em Clientes, com quantos selos faltam.
Faça a Bia pedir. Entregue, cancele, estorne, complete o cartão e deixe o tempo passar:
Bolos da Nena
Cartão fidelidade da Bia
A cada 10 pedidos entregues: R$ 15,00 off.
7 de 10 selos. Faltam 3 para ganhar o prêmio.
Quando o cartão completar, o prêmio aparece aqui: um cupom com o código FIEL, que só vale para o telefone da Bia.
- Pedido entregue: 7º selo.
- Pedido cancelado: sem selo.
- Pedido entregue: 6º selo.
O prêmio é um cupom só da cliente
Quando o último selo entra, a Venduá cria o prêmio na mesma hora: um cupom com código começando por FIEL, seguido de seis letras e números sorteados (sem as letras e números que se confundem, como O e 0). Ele tem três travas que um cupom comum não tem:
- É pessoal. Vale só para o telefone de quem ganhou. Se a Bia mandar o código para a vizinha, a vizinha lê “Esse cupom é de outro cliente”.
- É de uso único. Usou num pedido, ele sai do cartão.
- Tem prazo. Vale 60 dias a partir do dia em que foi ganho. Prêmio vencido some do cartão, e os selos que viraram aquele prêmio não voltam.
Se ele é pessoal, como a loja sabe que é a Bia mesmo? Na Venduá o cliente não tem conta nem senha. Ele prova quem é com o que já tem: o WhatsApp e o número de um pedido que já foi entregue a ele. Com isso, o aparelho ganha uma chave que vale 90 dias, ligada àquele telefone, e passa a ver os pedidos, o cartão e os prêmios dele. Digitar o telefone de outra pessoa não basta para usar o prêmio dela.
No WhatsApp é ainda mais simples. Quando a Bia pede pelo Duá, ele confere se o telefone dela tem um prêmio guardado e aplica o melhor sozinho, antes de mostrar o resumo do pedido. A Bia não precisa lembrar do código, e a Nena não precisa lembrar da Bia.
Selo é pedido entregue, e só
Esta é a regra que protege o seu prêmio: o selo só entra quando o pedido chega em entregue. Pedido aceito, na cozinha ou a caminho ainda não conta. Pedido cancelado nunca conta. E se um pedido entregue for estornado depois, o selo dele sai do cartão. Ninguém junta selo com pedido que não aconteceu.
A contagem também não depende de memória: o cartão é calculado a partir dos pedidos entregues daquele telefone. Por isso ele não se perde, não duplica e não precisa de ninguém conferindo. Dois pedidos entregues no mesmo instante não geram dois prêmios onde só cabia um.
E se a loja mudar de plano? O cartão fidelidade faz parte do Venduá Bandeira. Num plano sem ele, o cartão para: não dá para ligar, o cliente não vê selos e nenhum prêmio é criado. Mas a configuração fica guardada, e os pedidos entregues continuam sendo pedidos entregues. Na volta ao Bandeira, os selos aparecem de novo, contados do histórico.
Por onde começar
Se a loja ainda não tem nenhum cupom, a própria tela sugere o primeiro: “BEMVINDO”, com 10% de desconto. Marque “Só no primeiro pedido”, deixe “Uma vez por cliente” como está e coloque um pedido mínimo perto do seu ticket médio. Mande o código junto com o link da loja, no WhatsApp ou no QR code do balcão, que ficam na mesma tela de Marketing.
Para os dias fracos, um cupom com data para acabar faz o serviço: “DOMINGO”, vale até domingo, com limite de usos se você quiser controlar quantos saem. Na semana seguinte, olhe na lista quantas vezes ele foi usado e quanto vendeu. Funcionou? Duplique para o próximo domingo.
E ligue o cartão fidelidade com um prêmio que você daria com gosto. Dez selos para R$ 15,00 é o ponto de partida da tela; ajuste ao tamanho do seu pedido. Em Marketing você acompanha quantos prêmios já foram ganhos e quantos foram usados. O resto o cartão faz sozinho, um pedido entregue de cada vez.
